sexta-feira, 11 de julho de 2008

I (L) REC



Amo o Rio. Saindo do trabalho tomo o ônibus que vai margeando a Lagoa Rodrigo de Freitas e dou uma espiada no Corcovado, no Redentor, que lindo, como diria Tom. Aí pego a bicicleta, dou umas voltinhas pelas ruas bonitinhas do Leblon, com prédios antigos e muitas, muitas flores. Ando, ando, e acabo ouvindo em algum lugar um TUMDUM. Ué, é maracatu! Paro e fico ouvindo um pouquinho. Respirando bem fundo, consigo, na música, sentir o cheiro das alfaias rufando pelo Recife Antigo, do café do Delta, do atravessar da ponte giratória [que não gira desde os anos 30]. Aí é que me dou conta: amo Recife.


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Talvez uma das coisas mais deliciosas de se morar no Leblon é sair pedalando pelas calaçadas ouvindo conversas alheias. Num espaço de trinta segundos consegui reduzir a vida de dois sujeitos a uma frase falada aos seus respectivos telefones:

"--Quem mandou foder sem camisinha? Agora vai pagar a pensão."

"--Mas eu sabia. Ela ficou com a outra."

É, as cousas são assim mesmo. Uma frase só e tudo vira pelo avesso.