quinta-feira, 1 de maio de 2008

Nostalgia sempre foi meu nome do meio. Ante a escolha da novíssima cerveja e uma fabricada há 340 anos, a segunda sempre foi minha opção primeira. Sempre. Até musicalmente falando, sou nostálgico. Meu gosto musical vai, quando muito, até os anos 60. Esse anacronismo crônico sempre foi uma pedra social no meu sapato numa época em que quando fulando de tal está saindo na capa de uma revista bacana pode, ao mesmo tempo, já ter deixado de existir. Não há mais ídolos absolutos e meninos não fazem coisinhas pseudobscenas só em pensar nas pernas de Rita Hayworth -- que por sinal suscitou coisinhas pseudobscenas durante umas três décadas.

A efemeridade das coisas todas me incomoda profundamente. O que é hoje não é amanhã. Que porra é essa? As pessoas não têm mais tempo de marinar um frango -- vão ao supermercado e compram um já pronto, preferencialmente já destrinchado ao gosto do freguês.

É realmente uma pena que tudo seja, hoje, só pra inglês ver.

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